Adilson & Adilson
Chamei então o meu xará, Adilson Cagiano, excelente baterista, e propus o desafio: fazer o mesmo na banda do colégio.
Ele topou na hora.
Ensaiamos às escondidas por alguns dias, até termos certeza de que daria certo. E deu. Entramos na Rua Direita, naquele 3 de maio inesquecível, tocando o Tema de Lara em ritmo de marcha. A bateria veio junto, firme, ajudando a sustentar aquele ritmo novo.
Foi, dizem — e eu concordo plenamente —, um sucesso tremendo.
Depois do Tema de Lara, vieram outras canções famosas. O êxito daquela inovação me levou a estudar mais, a me aventurar na escrita de partituras — coisa que, confesso, eu detestava.
Mas valeu a pena.
A dupla Cagiano & Dutra marcou seu tempo nos desfiles escolares e também no nosso querido TG 217. Lá, onde era proibido à bateria executar qualquer coisa que não fossem marchas militares, o Sargento Couto abriu uma exceção. Em 1968, fizemos ali o mesmo que já vínhamos fazendo na Banda do Miracemense.
E, para fechar com chave de ouro, não posso deixar de lembrar da música “Silêncio”, aquela mesma inspirada no toque militar. Também a transformamos em ritmo de marcha — e fizemos a Avenida Cardoso Moreira, em Itaperuna, aplaudir enquanto passávamos executando aquele sucesso mundial.
Grandes momentos vividos ao lado desse gigante da música: Adilson Cagiano.

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