Nossa campeã Micaela
Micaela – A Gazela Negra do Basquete
Enquanto assistia aos jogos do Pan, buscava palavras para homenagear Micaela, a atleta miracemense que encantava nas quadras. Pensava em poesia, mas o basquete brasileiro não era nada poético: Janeth, Adrianinha e Micaela precisavam “matar um leão por jogo”. E eu queria defini-la por algo diferente de leão — algo leve, veloz, inteligente.
Passei pela memória dos craques da nossa terra: Orlando Fumaça, que virou Neguinho no Goytacaz; Célio Silva, que saiu de Miracema como Celinho e se transformou na “Muralha Negra” no Corinthians. Todos ganharam codinomes que traduziram sua força. Faltava encontrar o de Micaela.
Pronto. Estava dito. Micaela era a Gazela Negra.
Na quadra, ela parecia dançar. Leve, quase flutuando, transformava cada ataque em coreografia. O basquete, para ela, era mais que força: era arte. Enquanto outros atletas endureciam o corpo em treinos repetitivos, Micaela mantinha a naturalidade, a meiguice e a elegância.
Por isso, sua imagem transcende o esporte. Não é apenas a jogadora que marcou pontos decisivos. É a bailarina que fez da quadra um palco, da bola uma parceira, e da velocidade uma poesia. Para Miracema, para o Brasil, Micaela será sempre a nossa Gazela Negra.

Comentários
Postar um comentário