E no Clube XV...
O baile da saudade
Tem gente que gosta do Big Brother aposta em vencedor.
Tem gente que vive os “brothers” nas suas próprias aventuras e baladas.
Tem gente, como eu, que ama The
Beatles e The Rolling Stones — e ainda leva junto Bee Gees, Creedence Clearwater Revival, Roupa Nova, Erasmo Carlos e Roberto Carlos.Tem gente que mata a saudade na mesa de um bar.
Tem gente que prefere a pista de dança.
E tem noites… que entregam tudo isso junto.
The Brothers foi o conjunto de uma geração. Marcou época no coração da minha turma — e das que vieram depois também. Naquele tempo, a música tinha outra qualidade, bem diferente do que as gravadoras passaram a empurrar goela abaixo a partir dos anos 90.
E naquele sábado, no Salão Nobre do Clube XV, a saudade até tentou aparecer… mas foi a realidade que tomou conta da gente.
Olho para um lado e vejo Eliane Tostes Cardoso — minha primeira parceira de dança lá no Aero Clube, nos tempos em que nossos pais nos levavam pela mão.
Olho para o outro e encontro Geraldinho (China) Silveira, ao lado dos irmãos, caçando uma boa prosa sobre um passado que insiste em não ir embora.
E o papo veio fácil.
Nos intervalos, o coração foi testado — e passou.
Me perdoem se cito alguns nomes e deixo outros de fora. Mas China, Eliane, Celestino — que estava com sua Vânia — e Cremilda Tostes, que dividiu a mesa comigo, fazem parte da minha história. Daquele tempo bom, lá dos anos 50 e 60, quando muita gente que estava ali ainda nem sonhava em nascer.
Mas eu queria mesmo falar do baile.
Queria falar da banda, do repertório, da escolha das músicas…
Só que, sendo bem sincero — não há palavras.
Não há explicação possível para o que foi aquela noite de sábado, 13 de outubro de 2012, no Clube XV.
Quem não foi, pode até tentar imaginar.
Mas quem esteve lá… sabe exatamente do que estou falando.
Beatles no palco — loucura na pista.
Credence no palco — explosão na pista.
Bee Gees no palco — emoção na pista.
Roberto Carlos no palco — arrepio na alma.
“Quero que vá tudo pro inferno…”
“…e abraçar um milhão de amigos.”
Quero a alegria de um barco partindo.
Quero ser feliz — e nada mais.
Meus amigos, minhas amigas — e as queridas Meninas de Miracema — obrigado pela chance de rever cada um de vocês. De prosear, de abraçar, de reviver.
Vocês fizeram — e ainda fazem — de Miracema um lugar especial.
Hoje estamos distantes no mapa.
Mas aqui dentro bate um coração que não esquece.
Um coração apaixonado pela nossa Princesinha do Norte.
Valeu, Meninas de Miracema.
Ano que vem… eu volto.

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