Coisa de louco... Um papo inusitado
Conversa com Estádio Municipal de Miracema Cara… quando eu te conheci, mal sabia falar direito. Chegava aqui pelas mãos do Nijel ou do Alvinho. Hoje estou aqui, já grandão, falando de você… falando com você. E, mais do que isso, conversando contigo — você que, durante tantos anos, me deu um punhado de alegrias. Tristeza? Não. Nunca fiquei triste ao lado desse velho moço, que agora veste roupa nova e se comporta como se tivesse voltado a ter poucos meses de vida. Quantas vezes cheguei aqui sozinho, falando baixinho, sonhando que um dia seria famoso, jogador de um grande time brasileiro… Quanta ilusão. Você não respondia. Ficava calado. Mas o seu silêncio… ah, o seu silêncio já sabia de tudo. Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho — que cracaço! —, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo. Viu nascer a geração do Rink, liderada pelo incrível — e folclórico — Chiquinho Maracanã. Viu o Tupan ganhar vida, com meu velho pai, Zebinho, jogando ao lado de figuras como Olavo Cueca, N...