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Mostrando postagens de julho, 2026

Vendo a banda passar

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  13 anos sem Erasmo Tostes Antes da retreta, um dedo de prosa com Erasmo Tostes, o cronista da cidade. Foi uma manhã diferente a que vivi hoje cedo, em Miracema. Dando um trato na saudade, fui ver de perto a Banda Sete tocar na praça. O que vi — e ouvi atentamente — me deixou feliz e certo de que a tradição está mantida. E o povo, apesar de ainda tímido nos aplausos, aos poucos volta a se aproximar do velho hábito de ouvir a banda na praça. Enquanto esperava a retreta da Banda Sete, tive um dedo de prosa com Erasmo Tostes, grande contador de histórias e apaixonado pelos dobrados. Houve também uma pequena pausa para falar de futebol, da boa vitória do Botafogo sobre o Atlético Mineiro na noite anterior, e alguns momentos de aprendizado na companhia de João Carlos Duarte. Para ouvir a banda tocar, preferi a agradável companhia de Cremilda Tostes. E a rápida passagem de Armandinho, presidente da Câmara de Vereadores, me deu a oportunidade de lhe entregar meu artigo sobre os nomes das...

Eu, Júlio e Gutinho

  Histórias de Miracema neste Dia do Amigo Agora há pouco, estava na minha poltrona favorita, mesmo com o intenso calor que faz em Campos, assistindo ao show que marcou os cinquenta anos de estrada de Erasmo Carlos. Em determinado momento, entrou no palco o velho amigo e irmão do Tremendão: o espetacular Roberto Carlos. Ao ver o ídolo chorar, confesso que duas ou três lágrimas também desceram por este rosto já cansado de tantas emoções e de alguns detalhes a mais. Não há vergonha alguma em um homem chorar, abraçar ou beijar um amigo, como fizeram os dois no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, diante de uma seleta plateia. Voltei no tempo, como sempre acontece nesses momentos de emoção, e me vi novamente na Praça Ary Parreiras, lá na terrinha, ao lado dos meus grandes amigos e irmãos Júlio Barros e José Augusto Botelho. Formávamos um trio inseparável: nas peladas da rua, nos piques com a turma da Prefeitura, nos jogos inesquecíveis do time do Bitico e, por que não, nas ...

Os hinos da polêmica

  Há hinos e hinos Vejo muitos cronistas, técnicos, torcedores e até jogadores elogiando a forma como franceses, portugueses e argentinos cantam seus hinos nacionais. Gritam, choram, estufam o peito e demonstram uma emoção contagiante. Os mesmos, porém, costumam criticar nossos jogadores e até nossa torcida por, muitas vezes, não cantarem o Hino Nacional Brasileiro com a mesma intensidade. Tenho uma opinião sobre isso. O nosso hino é diferente. É um hino de paz, que exalta a beleza do país, a natureza, a liberdade e a esperança. Tem uma melodia mais longa, solene e contemplativa. Já os hinos da França, de Portugal e da Argentina nasceram em contextos de guerras, lutas por independência ou conflitos. Suas letras evocam batalhas, sangue derramado, resistência e conquista. Naturalmente, a forma de cantá-los acaba transmitindo um sentimento mais explosivo e guerreiro. É como comparar uma marchinha de carnaval com um bolero apaixonado. Ambos emocionam, mas despertam emoções difere...