A playlist do Armazém
A
E o que toca por aqui?
Tem “Qui Nem Jiló”, em nova roupagem com Gilberto Gil. Tem “Conversa de Botequim”, do genial Noel Rosa, na voz de Teresa Cristina, acompanhada de um violão que fala por si só. Só voz e cordas... e mais nada. Uma viagem no tempo.
Como disse meu amigo Augusto Cardoso, médico com alma de violonista:
"Esse violão me fez lembrar do Farofinha."
E quem conheceu Farofinha sabe exatamente do que ele falava. Foi o acompanhante maior dos seresteiros de Miracema. Seu violão não apenas tocava — conversava, sorria, emocionava.
Depois vem Claudette Soares, brilhante em “O Cravo Brigou com a Rosa”. Elis Regina aparece com “Andança”. Djavan retorna em “Sina”, ao lado de Caetano Veloso. Seu Jorge dá nova vida a “Canto de Ossanha”. E até Mart’nália — que confesso demorei a entender, mas hoje admiro profundamente — surge com sua deliciosa versão de “Menino do Rio”.
E, para fechar, nada menos que “Sonho Meu”, na voz doce e eterna de Dona Ivone Lara.
As próximas playlists já estão na fila.
As serestas mais modernas, com “Per Amore”, na voz de Zizi Possi; “Na Sombra de uma Árvore”, com o genial Hyldon; ou “Fim de Tarde”, com Cláudia Telles.
E também as antigas, aquelas da velha guarda, com Altemar Dutra, Nelson Gonçalves e tantos outros seresteiros que embalaram nossas histórias.
Mas isso fica para outro papo. Outro encontro. Outra mesa.
Lá no Armazém do Lenílson, onde a trilha sonora segue sendo feita de acordo com os presentes — e onde sempre cabe de tudo: de Noel Rosa a Legião Urbana.
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