Poeta eu? Quem sabe?
Empresto ao verso, por poucas horas,
O meu olhar de anotar o chão;
Viro poeta, de rimas sonoras,
Sem dom de musa ou de inspiração.
Pois sou cronista, leal destino,
De olhar atento à vida a passar,
Do comentário ao campo menino,
Contando o que é ser, ver e estar.
Não se escolhe o trilho, apenas se vive,
Nesta escrita que a realidade compõe;
A crônica é o sopro que me sobrevive,
Onde a história o meu dia supõe.
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